terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A arte de elaborar vinhos


Falar de vinhos significa adentrar na filosofia e magia que envolve esta bebida, a bebida dos deuses que denota sedução, mistério e acima de tudo gosto apurado; Baco o deus do vinho trás na sua lenda o fascínio dos apreciadores desta bebida desde a antiguidade.
Segundo enólogos, estudiosos, apreciadores e sommeliers não se fazem vinhos, elaboram-se vinhos, pois o processo de produção de um vinho é uma arte; arte esta que envolve conhecimento minucioso de solo, clima, vinhas, fermentação; também é mister falar sobre as particularidades de cada país, cada região, o Brasil, por exemplo, possui clima e solo que produzem vinhos com pouca durabilidade, em função da intensidade de chuvas que predomina na região sul, maior produtora da bebida, nosso tipo de solo também contribui para este processo, ou seja, mais úmido muito diferente da região de Bordeaux, por exemplo, que produz os melhores tintos do mundo; o nordeste, por sua vez, tem sido fonte de pesquisas por grandes vinícolas em função da quantidade de chuvas serem mais escassa que a região sul, segundo estudos realizados outrora pela M-Chandon do Brasil esta região brasileira apresenta condições excelentes para elaboração de vinhos espumantes de ótima qualidade.
O Brasil, não apresenta um consumo muito alto da bebida; não há no país uma cultura favorável ao consumo do mesmo, apesar do mercado brasileiro ter crescido muito quanto à qualidade de elaboração da bebida; em meados dos anos 90 houve o lançamento do famoso vinho alemão da garrafa azul, o Liebfraumilch, que além de ser importado, fato este que ilude muitos consumidores na hora da escolha, tinha a originalidade e brilhantes jogadas de marketing da garrafa azul vendiam como nunca; a Vinhos Salton lançou o Ranisch Wein, a Vinícola Aurora o Katz Wein, a Granja União também lançou o seu tão sonhado vinho da garrafa azul, desejo de consumo, sendo que o Liebfraumilch era um vinho branco e suave, assim como todos os outros descendentes da garrafa azul; o vinho era de quinta categoria, mas serviu para aguçar o gosto do consumidor pela bebida e aumentou consideravelmente o consumo aqui no Brasil aliados a abertura das importações pelo governo Collor aqui no país.
Bem, queridas CLEOPATRAS, para iniciarmos o assunto acho o suficiente, mas estamos apenas no início, vamos esmiuçar este assunto com calma, detalhadamente, para que todas possam entender e apreciar a arte de degustar um bom vinho, pois não há nada mais constrangedor do que ficar sem palavras num restaurante chiquérrimo na companhia de pessoas importantes, elegantes e bem sucedidas quando receber a carta de vinhos do sommelier; não esqueçam: mulher chique é acima de tudo culta, inteligente e bem informada, por mais que você esteja vestida de Chanel da cabeça aos pés a sua ignorância no tocante a escolha da bebida vai ofuscar sua classe e depor contra você neste momento.
Enfim, estes e outros assuntos vamos conversar por aqui, como varietais, espumantes, safras, pratos que acompanham e outras particularidades para evitarmos estes constrangimentos a vocês.
Sejam bem vindas e mandem suas dúvidas e curiosidades acerca do assunto.
Abraço afetuoso.
Edy.

Um comentário:

  1. Vendo esse vinho me deu até vontade te beber um cálice.

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